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VIGÍLIA COM O
PAPA: QUE O ANO SACERDOTAL NUNCA TERMINE

Cerca de 14 mil sacerdotes
participaram ontem da vigília de oração com Bento XVI, na Praça S.
Pedro, como parte do encerramento do Ano Sacerdotal.
O evento, que durou três horas, foi iniciada pelo secretário da
Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza, que reiterou que os
sacerdotes devem ser "fiéis ao radical chamado da santidade".
Depois, foi a vez do Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal
Cláudio Hummes, tomar a palavra e agradecer mais uma vez ao
Pontífice pela convocação do Ano Sacerdotal - um ano com o objetivo
de "promover o compromisso de interior renovação de todos os
sacerdotes por um forte e incisivo testemunho evangélico no mundo de
hoje".
"Cada sacerdote sabe bem que nunca está concluído o caminho de
conversão" – afirmou o Cardeal, acrescentando que este caminho se
inicia no seminário e que prossegue durante toda a existência
terrena e "queremos que o Ano Sacerdotal não termine nunca".
Dom Cláudio manifestou ainda sua gratidão ao Papa, "por tudo o que
fez, o que está fazendo e o que fará por todos os sacerdotes, também
por aqueles perdidos".
"Sabemos que Sua Santidade já perdoou e sempre perdoa a dor que
alguns lhe provocaram. Esteja certo de que o corpo sacerdotal como
tal deseja ingressar, com o Senhor, no diálogo de amor entre Jesus e
Pedro", completou.
A seguir, Bento XVI respondeu a perguntas feitas por cinco
sacerdotes, cada um representando um continente.
O Papa reiterou que o sacerdócio não é uma profissão como as outras
e que, portanto, demanda "disponibilidade para servir a Deus".
"Sei que há muitos párocos no mundo que dão todas as suas energias
para servir o Senhor e suas comunidades. A todos, quero fazer um
grande agradecimento neste momento" – disse.
Por outro lado, Bento XVI reconheceu que "não é possível fazer tudo
o que se deseja ou o que se deveria fazer, porque as nossas forças
são limitadas e a sociedade é sempre mais diversificada e
complicada". O importante não é fazer por fazer, mas sim fixar as
prioridades, completou.
Ao falar sobre a teologia, o Pontífice advertiu que há um tipo que é
"aparentemente científica", inspirada na "arrogância da razão", que
"escurece a presença de Deus no mundo".
Nesse sentido, convidou os sacerdotes a estarem abertos ao novo e
que saibam distinguir criticamente entre a "moda" e a verdadeira
novidade.
Sobre o celibato, afirmou que se trata de um modo de transcender a
vida terrena: "Para um mundo em que Deus não entra, o celibato é um
grande escândalo".
"Pode surpreender esta crítica em uma época em que está na moda não
se casar, mas o celibato dos sacerdotes é algo completamente
diferente, não um viver por si só e não aceitar algum vínculo
definitivo, mas o contrário" – explicou.
"É um sim definitivo, tornando-se parte de Deus" – concluiu. (BF)
Fonte:radio vaticano |